Saturday, June 06, 2009

What's the difference?


Quais são as semelhanças? Ou será....Quais são as diferenças?
Exitem na terra recursos suficientes para alimentar toda a população do mundo. No entanto esses recursos estão restritos a algumas áreas e pessoas. Todos andamos atrás do mesmo, e no final, a nossa preocupação fundamental é a sobrevivência: a alimentação, porque não se pode conquistar o mundo de estômago vazio.
Mas somos mesmo a espécie mais bem sucedida?
Corremos atrás...
Descobrimos
Exploramos
Experimentamos
Inventamos
Implementamos e....
Globalizamos
Sempre e sempre mais. É um desejo insaciável!
O génio humano não pára de surpreender, mas a conquista não se faz sem sacrifícios. Não pode falar-se em excedente quando existe fome,
Não pode falar-se em abundância quando há exploração excessiva
e Não pode haver regras quando existem excepções.

Friday, April 24, 2009

Sunscreen

Tudo isto é Nietzsche - Para além do bem e do mal

“(…)uma ambição metafísica em manter uma posição desesperada, pode de facto desempenhar um papel e por fim preferir uma mão cheia de “certeza” a um carregamento de belas possibilidades; podem mesmo existir fanáticos puritanos de consciência que prefeririam deitar-se e morrer por um nada certo do que por algo incerto.”
“ O facto essencial sobre eles não é quererem voltar atrás, mas quererem libertar-se. Um pouco mais de força, de elevação, de coragem, de capacidade artística e quereriam sim elevar-se e afastar-se – e não voltar atrás!”

“A vontade parece-me ser acima de tudo uma coisa complicada"

“Escolham a boa solidão, a leviandade livre, a solidão fácil que vos dá, também a vós o direito de, em certo sentido, permanecer bons!”

“É difícil ser compreendido: especialmente quando se pensa e se vive entre homens que pensam e vivem de outro modo (…) No entanto, no que se refere aos nosso bons amigos, que são sempre demasiado indolentes para pensar, porque como nossos amigos têm o direito a indolência: far-se-á bem em dar-lhes logo a partida algum espaço e latitude para mal entendidos – assim poderemos rir a sua custa; ou corremos de todo com eles, com estes bons amigos – e também nos rirmos!”

“Aventura-se num labirinto, multiplica por mil os perigos que a vida como tal já trás consigo, dos quais não é o menor o facto de ninguém poder ver como e onde é que ele se perdeu, está isolado dos outros e é feito em pedaços por um qualquer Minotauro de caverna da consciência. Se um destes seres for destruído, isso ocorre tão longe da compreensão dos homens que estes nem o sentem nem o lamentam – e ele já não pode regressar! Já não pode regressar sequer a piedade dos homens!”

“Na nossa juventude respeitamos e desprezamos sem aquela arte de nuance que constitui a melhor coisa que obtemos da vida e, como não deixa de ser justo, que temos que pagar bem caro por termos assim assediado homens e coisas com sim e não.” Está tudo de tal forma regulado que o pior de todos os gostos, o gosto pelo incondicional, é cruelmente abusado e ridicularizado até que um homem aprenda a introduzir um pouco de arte nos seus sentimentos e até se aventure a experimentar o artificial; como os verdadeiros artistas da vida fazem. A ira e a reverência características da juventude parece não lhes permitir a paz até terem falsificado homens e coisas de tal forma que possam dar vazão a si próprios através deles - a juventude enquanto tal é algo que falsifica e engana. Mais tarde, quando a alma jovem, atormentada, por decepções, se volta finalmente para si própria com suspeita, ainda ardente e selvagem mesmo na sua suspeita e nos seus remorsos: que irada está agora consigo própria, como se vira impacientemente contra si mesma, como se vinga do longo tempo em que se enganou a si própria, como se se tivesse cegado a si própria deliberadamente! Durante esta transição uma pessoa pune-se não confiando nos seus próprios instintos; tortura o seu entusiasmo com dúvidas, na realidade, uma pessoa sente que até uma boa consciência está em perigo, como se uma boa consciência fosse um biombo e um sinal de que a subtil honestidade dessa pessoa se cansou; e acima de tudo, uma pessoa toma partido, toma partido por princípio contra a juventude. – Uma década depois: uma pessoa apercebe-se de que tudo aquilo foi demasiado – ainda era juventude!”

“Um tal homem escondido, que instintivamente usa a fala como silencio e ocultamento e é incasável a evitar a comunicação, quer que uma mascara de si próprio ocupe o coração e a cabeça dos seus amigos em vez dele próprio e assegura-se de que assim é; e supondo que ele não o quer, um dia verificará que a máscara está lá não obstante - e que isso é uma coisa boa. Todos os espíritos profundos precisam de uma mascara em torno de cada espírito profundo, graças ao constantemente falso, ou seja, à interpretação superficial de cada palavra que profere, a cada passo seu, a cada sinal de vida que dá.”

“Há que nos testarmos a nos próprios para saber se estamos aptos à independência e ao comando; e temos que o fazer na altura certa. Não devemos evitar estes testes a nós próprios, muito embora sejam talvez o jogo mais perigoso que se possa jogar e finalmente são testes que são feitos perante nos próprios e perante nenhum outro juiz. (…) Uma pessoa tem de saber como se preservar: o teste mais duro da independência.”

“Há que nos livrarmos do mau gosto de querermos estar de acordo com muitos. O bem já não é bem quando o vizinho o tem na boca. E como é que podia existir um bem comum! Expressão contradiz-se a si própria: o que pode ser comum não pode senão ter pouco valor. Acaba por ter de ser como é e como tem sempre sido: as grandes coisas são para os grandes, os abismos para os profundos, os estremecimentos e delicadezas para os refinados, e em suma, todas as coisas raras para os raros.”

“Oh meio dia de vida! Oh festival! Oh jardim de Verão! Aguardo em inquieto êxtase, aqui estou, atento, à espera – onde estão amigos? É a vós que espero, a postos dia e noite. Venham agora! É altura de cá estarem! Não foi por ti que hoje o glaciar trocou o cinzento por rosa? O riacho procura-te; e o vento e a nuvem erguem-se mais alto no azul, elevam-se ansiosos a tua procura. Para ti preparei a minha mesa nas mais elevadas alturas – quem vive tão perto das estrelas como eu, ou tão perto das profundezas do abismo? O meu império – alguma vez um império foi tão extenso? E o meu mel – quem é que provou a sua doçura?
Aí estão, amigos! – mas, ai de mim, não sou eu quem vieste visitar? Hesitam, olham fixamente – não, zanguei-vos antes! Já não sou – eu? A mão, o passo, o rosto, transformaram-se? E o que sou, para vós, amigos – não sou?
Serei eu outro? Um estranho para mim próprio? Saído de mim próprio? Um lutador que se submeteu demasiadas vezes? Que virou a sua própria força contra si próprio demasiadas vezes, travado e ferido pela sua própria vitoria?
Procurei eu onde o vento mais violentamente sopra, aprendi eu viver onde ninguém vive, no deserto onde apenas vive o urso polar, terei desaprendido a orar e praguejar, desaprendido homem e adeus, terei-me-ei tornado um fantasma esvoaçando pelos glaciares?
- oh amigos! Como estão pálidos, como estão cheios de amor e de terror! Não – vão! Não estejam zangados! Aqui – vocês não podiam estar em casa: aqui neste domínio longínquo de gelo e rochas – aqui têm de ser um caçador e como a cabra alpina.
Um caçador mau, foi isso que me tornei! – vejam como o meu arco está vergado! Aquele que vergou esse arco era certamente o mais poderoso dos homens: - mas a seta, - ah, nenhuma seta é tão perigosa como essa seta é perigosa – vão
! vão-se embora! Para vossa própria preservação!
Viram costas? – Oh coração, aguentaste bem, as tuas esperanças mantiveram-se fortes: agora mantém a tua porta aberta a novos amigos! Deixa os velhos partirem! Deixa as memorias partirem! Se outrora eras jovem, agora – és mais jovem!
Aquilo que um dia nos uniu, o laço de uma esperança – quem consegue ainda ler os sinais que o amor outrora aí escreveu, agora ténues e apagados? É como um pergaminho – descolorido, queimado – do qual a mão se retrai.
Já não amigos, mas – o que lhes hei-de chamar? São fantasmas de amigos que à noite batem ao meu coração e à minha janela, que me olham e dizem: - fomos outrora amigos? – oh mundo murcho, outrora fragrante como a rosa!
Oh, que anseio pela juventude, que não se conheceu a si própria! Aqueles por quem eu anseio, aqueles que eu julguei transformados em meus familiares – terem envelhecido foi o que os baniu: apenas aquele que se transforma continua meu familiar.
Oh meio dia de vida! Oh segunda juventude! Oh jardim e Verão! Aguardo em êxtase, estou atento, à espera – são amigos quem eu aguardo, apostos, dia e noite, novos amigos. Venham agora! É altura de cá estarem!
Esta canção terminou – o doce grito do desejo morreu nos lábios: foi um mago que o fez, o amigo oportuno, o amigo do meio dia – não! Não perguntes quem é – aconteceu ao meio dia, ao meio dia um tornou-se dois…
Agora juntos certos da vitoria, celebramos a festa das festas: o amigo Zaratustra chegou, o convidado dos convidados! Agora o mundo ri, a cortina do temos está rasgada, chegou o dia do casamento para a luz e a escuridão…”

Wednesday, December 17, 2008

Mosaic Project

http://www.mosaic-project.com/start.html

Saturday, September 20, 2008

One Art - Elizabeth Bishop

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.


--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.

Gotye

Saturday, August 09, 2008

Como se não estivesse a chover...

- Ao menos diz-me o que estás aqui a fazer!!!
- A morrer devagarinho!
- Não estamos todos?
O que procuras tanto?
O que faz com que te esgotes tanto?
- Tenho esta atracção pelo abismo. Apetece-me sempre pisar o risco e tentar a sorte…
Há um muro entre mim e os outros, o meu único egoismo é afastar-me dos outros. Não acompanhar ninguem! Talvez a vida não faça sentido, talvez seja mesmo assim!
- Isso não te assusta?
- Não, apazigua-me!

Que saudade das noites quentes em que nos estendiamos sobre uma manta no soalho.
Porque é que saiste tao derrepente da minha vida?
Só queria saber qual é a tua versao das coisas.
Tenho demasiados destroços à deriva…não vejo bem entre eles.
O que mais temos na nossa vida são conversas adiadas, mal entendidos.
Apetece-me tanto chamar-te às vezes.. Mas não saberia o que dizer!! Não saberia por onde começar.
És um vampiro que suga o sangue todo, até não exisitir folego, e depois vais dormir, como se nada tivesse acontecido…
Tenho apenas uma certeza. Tenho de me ir embora daqui. Tomar um desvio decisivo.

sei que vou daqui para o Brasil numa fotografia...
Será que chega?

Passa-se tanto naquilo que não se passa. Acontece tanto no silencio e na ausencia de palavras. A intensidade com que se vivem certos silencios e que cortam até ao mais profundo de nós, a angustia de ser privado do mais basico sentimento. Como é estranho em mim o fim...
…Um dia pediste-me que esperasse, e depois só ouvi sinal de interrompido!

Vou dormir. Absorver o mal estar que se instala em mim. Recuperar a lucidez, Recuperar a humilhação, recuperar o ego ferido, das pavras que ouvi…
Porque não é de ti que eu me lembro,é daquilo que disseste, porque não me deste sequer a oportunidade de refutar…

Friday, August 01, 2008

Monday, July 14, 2008

vanilla adaptation




"She's gorgeous, smiling—the perfect front. But watch her just an extra beat and you'll see that flicker of sadness that just breaks your heart.' The saddest girl to ever hold a martini.'"

Sunday, June 22, 2008

Mulher em branco

“- Isto para ser sincero, ela não sabe quem é ao certo, quanto mais o que lhe aconteceu. O melhor a fazer, aliás, a única coisa a fazer, é permanecermos atentos, dar-lhe atenção, fazer com que não se confunda muito mais. É difícil, é duro, mas é para isso que são os amigos. Os amigos, os amigos, de que não fazes definitivamente parte, porque foste, és, foste outra coisa sem dúvida, que resta em vós dos que foram, agarra-te a isso, como explicares que um dia já não querias fazer a mesma viagem no mesmo barco, quiseste procurar outra distância e outra luz, ainda que tenhas sido tanto, tanto para ela, não só um amigo, que foste, queres acreditar, foste mais, mas não sabes hoje o quê, limitas-te a saber, sem qualquer álibi que te justifique, que por vezes nos acontece outra luz, outro barco, outra deriva, e passamos a ver de longe o mesmo corpo, o mesmo corpo que um dia quiseste tanto e já não queres, como explicar-lhes, pedir-lhes que não apontem para ti, que não te acusem quando não sabem o que é, como explicares que um dia o amor, ou o que julgamos ser o amor, apaga-se, evapora-se, dilui-se, assim como a cabeça dela, como a cabeça dela pelos vistos se fechou de repente, também o amor, pudesse entender isto.”
“às vezes cometemos erros através de erros atrás de erros porque não aceitamos que o encanto terminou, que ficou só terra queimada, não temos já maneira de segurar.”

Saturday, June 07, 2008

Saturday, May 31, 2008

"There is no place like home, there is no place like home"

Tive na mira do destino errado, num lugar em que a realidade é comandada pela marcha.
Tive a eternidade estampada no rosto e nao pude tocar-lhe, estender-lhe a mão. Sou alvo de uma expropriação forçada, a ter de aceitar uma decisão que me prende os movimentos, que me limita a voz, que me tolda o discernimento.
Só existem dias crueis e noites frias aqui dentro! Nada mais do que isto...
Lançei-me às feras de livre vontade, mas soube sair a tempo de resgatar a vida, que eu achava nao ser a minha. Mas era toda ela, afinal, o que eu queria. Eu fui e vi, mas regressei, porque não sei viver de costas. Não fui capaz de viver com a ausência injustificada, com a rendição de movimentos, com a firmeza das decisões, com passos
que me afastavam cada vez mais da razão, da vontade, da liberdade...QUERO SAIR....Eu fui e vi! Para mim basta saber isso, e perceber que o meu lugar não é aqui!
Saída de mim, nao sou mais do que um mero projectil, que vai onde lhe mandam. Desprendi-me do movimento contínuo, da dor psicológica, para me prender ao incerto e ao prazer fugaz...mas QUERO SAIR!! Continuo a querer sair, porque a dor é a mesma cá fora, mas é insuportável lá dentro!! E eu prefiro vive-la cá fora, onde pertenço, onde ainda me sei encaixar...onde ainda posso esperar por alguma coisa.

"Been there, did not do that"

"Ter a coragem de ir lá...e a cobardia de ficar à porta. Ter a coragem de sair cedo de casa, numa correria doida para chegar, um nó na garganta pelas palavras que me sabia nao iam sair, as borboletas no estomago revoltas de tamanho disparate...e a cobardia de ficar a olhar para as portas de vidro, para as pessoas apressadas numa expectativa da partida...Ter a coragem de sair do autocarro, parar mesmo em frente, e a cobardia de ficar a porta por receio de ser tida como despicienda. Ter tido a coragem de querer fazer e viver agora com a cobardia de quase ter feito."
(citação do blog Leta)

Wednesday, May 21, 2008



"Também dentro de ti a terra acaba e o mar começa.
Lá, onde não tens já poiso firme, e tudo em ti se invade de uma ondulação que desconhecias.
Lá dentro, uma espuma que te confunde. Tu que pisavas com segurança.
Não reconheces já, não sabes, não és. Navegas então em terreno pantanoso. Aberta, indecisa.
Lá, onde o diabo faz o ninho."

Saturday, May 17, 2008

Thursday, May 15, 2008

Alguém que pare o mundo. Quero sair...

Morde-me o coração…
Como eu gostava de ter acesso a ti…
Orgulho cruel!
Só ouvimos rumores um do outro…
Certas horas da vida deviam ser abolidas…
Aborreço-me de esperar pela vida!
O instante…cola-se a nós. Pensamos que ainda estamos lá. É a mente que resiste. É o corpo que bloqueia! É a memória a querer ficar. A capacidade que temos para reter pensamentos que nos fazem mal, de criar jogos mentais que nos manobram…Estou noutro lado, não quero focar a realidade.
Iludo-me tanto na tua inexpressão… No teu olhar de siso.
No meu olhar de cansaço, não sei por onde lutar mais…
Preciso por vezes de sentir aprovação da parte dos outros.
Mas não vejo reacção nenhuma,.
A imensidão de atitudes que poderias ter comigo e escolhes não ter atitude nenhuma! Não consigo perceber. E doi como o caraças! Ser corroida pelo silêncio e pela distância.
Precipitamos acontecimentos que não deviam acontecer…
Precipitamos decisões que não deviam ser tomadas…
Dizemos coisas que não queremos dizer, ultrapassamos o razoável…
E depois voltamos atrás…queremos sair desse balão que se desfaz quando rebenta. Já não queremos estar dentro, queremos apenas ver de fora…Como se faz para sair?

The devil, you + me

Mais um belo disco dos Notwist que está cá fora...para mim, o melhor que eles fizeram

Tuesday, April 29, 2008

Teatro


Mais um post, este para referir algo de muito interessante, como é, uma ida ao teatro. Mas não a qualquer um...tem de ser dos bons :) e este foi uma descoberta surpreendente e muito agradável. Uma companhia de teatro que provavelmente não é muito familiar do público e que dizem , não ser apoiada pelo Ministério da Cultura.
A peça em questão chama-se "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos", uma adaptação de uma peça Norte-americana cujos autores são Jess Borgeson, Adam Long, Daniel Singer; e o teatro de que falo situa-se mesmo na rua em frente à saída do metro da Baixa (Brasileira). Um pouco mais em frente nessa rua encontra-se um edifício de uma arquitectura estranha mas chamativa por isso, que é o Teatro Estúdio Mário Viegas.
Só posso dizer que está peça fará rir mesmo a pessoa mais carrancuda do mundo, mesmo aquela que apresenta mais dívidas às finanças. Garantido! Das poucas coisas que valem realmente a pena gastar uns meros 15 a 20 euros.

My Blueberry nights

"How do you say goodbye to something you can't imagine living without?!
I didn't say goodbye
I didn't say nothing
I just walk away
At the end of the night I decided to take the longest way to cross the street."

Thursday, April 24, 2008

Ora aqui está outra lista de filmes, desta feita, de cinema europeu. Não que eu seja especialista, pelo contrário, sou uma mera espectadora, e vendo bem as coisas preciso de visualizar mais cinema europeu:
1- Mar Adentro
2- A vida é bela
3- O tigre e a neve
4- O Fabuloso destino de Amelie Poulain
5- De tanto bater o meu coração parou
6- Carne fresca procura-se
7- Paris, Je t'aime
8- O quarto do filho
9- Coisa Ruim
10- 4meses, 3 semanas e 2 dias

Wednesday, April 23, 2008

"As máscaras são expressões deliberadas e ecos admiráveis do sentimento, ao mesmo tempo fiéis, discretas e superlativas. As coisas vivas em contacto com o ar adquirem necessariamente uma cutícula, e não podemos acusar as cutículas pelo facto de não serem corações; contudo há certos filósofos que parecem acusar as imagens de não serem coisas, e as palavras de não serem sentimentos. As palavras e as imagens são como conchas, partes não menos integrantes da natureza do que as substâncias que protegem, mas mais dirigidas ao olhar e mais expostas à observação. Não me parece que possamos dizer que a substância existe por causa da aparência, ou os rostos por causa das máscaras, ou as paixões por causa da poesia e da virtude. Não há nada que apareça na Natureza por causa de outra coisa qualquer; todos os aspectos e produtos pertecem em media igual ao ciclo da existência..."
George Santayana

Thursday, April 17, 2008

Sou isto….nada mais…quebro todos os laços.
Já posso partir.
Já fugi daqui tantas vezes…Não sei se vou voltar.
Tenho uma mágoa que preenche mais do que esvazia.
Um espectro é o que fica depois da perda.
Demasiado peso aqui.
Demasiada culpa aqui.
Não posso voltar.
Perdi o controlo. Não sei voltar…Não quero voltar…
I´m not going in your direction…
Demasiado cansada.
Demasiado...tarde para mim!

Saturday, April 12, 2008

Os filmes da minha vida



Aqui está a lista dos filmes que para já são os que eu considero os melhores filmes que vi até hoje ....o que não significa que a lista não possa sofrer alterações nos proximos tempos...
1- Crash
2- 21 Grams
3- In America
4- Eternal sunshine of the spotless mind
5- Adaptation/ Magnolia
6- Into the Wild/Diários de Che Guevara
7- The Final Cut/Donnie Darko
8- Requiem for a dream
9- Mistic River
10-Before night falls

Wednesday, April 09, 2008

A casa quieta

“Eu tinha momentos em que pensava aproveitar a ocasião. Que é como quem diz dizer coisas que não lhe havia dito, clarificar sentimentos. Outras vezes concluía que aproveitar a ocasião seria manter-me calado, sentado à cabeceira ou mais para o fundo do quarto…"

Friday, March 21, 2008

Friday, February 29, 2008

"Liberdade
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida"
Zeca Afonso

O que se passa, Lisboa?


O que se passa, Lisboa?
Porque é que já não me ouves?
Porque é que já não te oiço?
Quando é que me perdi de ti?
Quando é que te tornaste numa figura desconhecida?
Eu ainda te quero, sabes?!
Ainda estou disposta a lutar por ti!
Porque é que te afastas sem dizer uma palavra?
Não sei porque é que ainda me submeto aos teus caprichos!
Porque é que te sou submissa!
Eu não preciso de ti para sentir!
Eu não preciso de ti para viver!
Se a tristeza tivesse um retrato era o teu, Lisboa. E eu não quero fazer parte dele!

Saturday, February 23, 2008

Apetece-me soltar um valente...............
YUUUUUUPPPPPPIIIIIIIII
:)

Friday, February 22, 2008

Wednesday, January 23, 2008

Vermelho sangue


Porque é que eu já não distingo o bem do mal?
As pessoas são vermelho sangue! Nada mais!
Têm o olhar vazio, de como quem olha para o que não está lá!
Já nada é 100% verdadeiro. E eu já não consigo ser real.
Como unidades paralelas que não se separam mas que nunca se chegam a encontrar, que se movem, mas que nunca saem do mesmo lugar. Já não encaixo nesta realidade!
Estou em estado de pós-decadência. Preciso de comer, preciso de tomar banho, preciso de me vestir, preciso de sair...Não, espera!
Afinal só preciso de dormir. Já nao tenho realidade!
Sou um despojo humano, sou um destroço de guerra!

Wednesday, January 09, 2008

A indefinição faz mal a qualquer pessoa que seja minimamente equilibrada e presa o bem estar neurológico. A indefinição é vaga, vazia, amorfa, imprecisa.
No entanto o "quase tudo" e o "quase nada" sao segmentos fraseais já embrutecidos no nosso cérebro. Já estão inseridos nas nossas unidades cognitivas de forma adquirida e permanente. O que tenta ir contra elas quase nunca é bem sucedido. Mas afinal o que é que de nós é imune à sociedade, às emoções, ao pensamento.
O que é que nos conduz?
O que é que de nós é verdadeiro e imutável?
O que é que de nós é primário e de confiar?
Será o instinto? por oposição a tudo aquilo que é pensado logo transformado, logo ludibriado por cannones, estereótipos, preconceitos?
O que é que afinal é nosso e o que é que é construído ou destruído pelos outros ao longo da vida?
E onde é que eu coloco a ilusão e a imaginação da minha fantasmagórica vida?
Acho que vou deixar a indefinição de lado, durante uns tempos. Tudo o que nao é controlável, é passível de se extingir. Vou dedicar-me à definição!

Sunday, December 23, 2007

Poluição Visual

A expressão com que me apraz começar é mesmo: Epa! É que é sempre a mesma coisa, se não pior, todos os anos! Todos as épocas festivas do Natal as pessoas iluminam as suas casas, como se não houvesse amanha e a conta da electricidade fosse mais barata no mês de Dezembro….o que não me parece que seja!
Todos os anos eu e acredito que milhares de pessoas por todo Portugal, que conduzem descansadamente pela estrada fora, têm de se deparar com luzes fluorescentes de todas as cores e feitios que parecem fazer um contorno colorido das casas que iluminam. Eu não sei, mas acho que isso é no mínimo um exagero. É que o vizinho parece que quer ter sempre mais iluminação que nós, como quem diz: “Eu tenho mais que tu, toma toma!” E o outro vizinho diz para a mulher: “Já viste as luzes dele, como é que ele consegue, pah?!”
É que se fosse para ficarem as casas mais bonitas, ainda se compreendia, mas não… Não fica bonito meus amigos, e é um perigo para a saúde pública porque se trata de poluição visual…Uma pessoa que vá a conduzir na estrada não sabe se aquilo é um tunning que vem na nossa de direcção, se um ovni que vem para nos raptar…principalmente pessoas com miopia, que é o meu caso. E além do mais, é bem capaz de distrair uma pessoa….porque em vez de olhar para a estrada fica encadeada com as luzes de natal….Eu até acho que isso contribui para o acréscimo de acidentes rodoviários que existe nesta altura. Acho que deviam rever a sério os vossos conceitos de estética sobre os enfeites de natal antes de começarem a disparar luzes em toda a direcção nas casas…É só um conselho de Natal…
Algumas pessoas magoam-nos onde sabemos que regenera. Onde eu sei que com o tempo vou voltar a ser a mesma. Mas tu magoas onde sei que os danos são para toda a vida. E quando eu me fecho, não me consigo voltar a abrir. São muitos compartimentos. São demais, todos em cima de mim a fazer pressão.
Hoje acordei com uma sensação de preenchimento total. Faltava tudo mas eu não o sentia porque sabia que pelo menos, durante o período de tempo que estivesses comigo não fazia sentido pensar em vazio. Mas adormeci com a maior dor de todos os tempos. A de não saber o que é que existe de errado entre nós. E é isso que me faz mergulhar na sombra.

Wednesday, December 19, 2007

Tuesday, December 18, 2007


As melhores coisas da vida apanham-se enquanto ainda estão no ar. Só quando caem é que percebemos que não eram nossas...

You don´t know me



O amor vai e vem. É um vendaval. É banalizado, é um estendal de roupa interior. Mostra a nossa intimidade sem qualquer pudor. Mas nunca mostra o que lá vai dentro. Somos capazes de nos entregarmos a outra pessoa sem no entanto nos revelarmos por inteiro. Ficam metades, espacinhos em branco. Fragmentos fragmentados, pequenas partes abertas, pequenos buracos negros. Metades que para alem de serem metades são incompletas, metades de metades. Somos em vários momentos metades de nós mesmos. Não temos alvos fixos de amor, temos muitos alvos, quando um está esgotado partimos para outro. É um rodopio de tanto girar. Precisamos de contacto, de um puro e simples toque para nos sentirmos vivos novamente. E de vez enquando recorremos a ele para nos libertar de toda a poeira do ar, de todo tédio instalado.
E a vida é uma volta, não tem volta a dar!

Monday, December 10, 2007

...

O que se passa comigo? onde é que me estou a meter? Se fiz o que considero certo, porque é que sinto um vazio enorme? É essa a sensação que fica quando deixamos um destino para trás? Que parte de mim ficou pelo caminho? E o que é que eu faço com os destroços que ficaram? wHERE DID I PUT THE REST OF ME?

Sunday, November 25, 2007

Às vezes era bom que me ajudasses a compreender esse teu silêncio. Tudo o que vai para além do básico é como se te esvaziasse a alma...
Queres parecer intocável, impenetrável, misterioso, mas nao és...tudo o que é essencial está visivel.
Não tens sentimentos pelas pessoas ou és assim só para mim?
Devo dizer que se é só para mim, fico comovida com o esforço... um esforço exige sempre alguma vontade, e isso é melhor que vontade nenhuma.
Certas coisas nao se podem arrastar para sempre, fazendo de conta que nao existem, que nunca existiram...
Mas sabes uma coisa?!...Não pode existir algo se nao exisitrem duas pessoas a pensar que essa coisa existe...uma só nao é suficiente...
Nao me meto mais com pessoas que tem passados por resolver...Cansei-me de o fazer antes de chegar a ti!
"Diz-se que nao ha nada pior que a dor, mas há. A dor mais uma cara de estúpida.
Já passei, adeus, nao me tens mais!"

Wednesday, October 17, 2007

Tuesday, August 21, 2007

"É uma linguagem infantil. Conversamos assim com uma linguagem de crinças e no entanto dizemos coisas terríveis. O que há de terrivel no que dizemos, nao se vê no que dizemos, está onde? As palavras que dizemos dizem-no e explicam-no. Porque nao há outra forma de o dizer. Jogamos à cabra cega, apanhamos uma ideia e depois nao era essa. De vez enquando uma onde sobe, erguemo-nos na crista, gritamos QUE? COMO? É um clamor de loucos. nao quer dizer nada. mas é o único verdadeiro, o resto é o esfervilhar da espuma.É quando falamos, discutimos. Será tudo assim na vida? Tudo o que é fundamental? um combate surdo.
Multiplicamo-nos de razões para um lado e para outro, mas o cambate nao se decide ai. A certa altura damos conta de que tudo está resolvido. Entao temos todas as razões e ficamos muitos contentes como se realmente as tivessemos."

Sunday, August 12, 2007

A vida é tão promíscua. Compromete-nos com coisas para as quais nem sabíamos que nos podíamos comprometer. E nunca sabemos onde é que isso nos leva, onde é que nos levam as palavras, e acima de tudo, não sabemos para onde as levam os outros…e a tentativa morreu de tanto tentar…
A nossa ansiedade vem da necessidade induzida de nos querermos sentir parte da vida de alguém, querer vasculhar todos os pormenores e pertencer a essa vida mais do que à nossa…
Mas a lógica não deixa de ser corrosiva; mesmo sabendo que o fazemos custa a crer! Porque no fundo o que nos atormenta é mesmo a vida sem pertencer a algo de real e constante. A sensação de parecer escapar à realidade que custa trespassar. Que custa tanto levar de forma submissa e leal que se possa empurra-la ao fundo de nós mesmos e dos outros.
A única coisa que não muda são as lágrimas e a mesma sensação atroz de incapacidade de descrever o que quer que seja, quando no fundo só queríamos palavras para o fazer…”Sofremos sem elas, e sofremos tanto ou mais com elas”

Friday, July 27, 2007

Não há nada mais frustrante que ver o nosso destino diante dos olhos e senti-lo desaparecer, dissipar-se em pequenas moléculas e não conseguir fazer nada para o impedir. Estar presa a um orgulho e a uma arrogância que não é sua, mas que se apodera momentaneamente do corpo e da mente com ares de autoridade sobre nós! Parece que nos esmaga o coração com a brutalidade que nos quer impor! É por isso que não consigo ser feliz, porque tenho o coração esmagado...
E como se isso não bastasse ainda és perseguida pelas palavras que teimam em invadir a tua vida como se a dizer para não desistires…
O que fazer com um coração esmagado e palavras que perseguem?!

Tuesday, July 24, 2007

A vida sequestra-nos constantemente e nem sequer pede resgate....

Friday, July 20, 2007

Eugénio de Andrade

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Hoje roubei todas as palavras do mundo....E cheguei ao pé de ti, sem nada para dizer!

O Sal da língua - Eugénio de Andrade

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar.
Para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

Before Night Falls



Sem querer acabei por encontrar um grande filme...:)
Johnny Deep no seu melhor....ou não! lol

Sunday, July 15, 2007



Fechas-me as palavras, Fechas-me a tua vida...
Mas eu ainda continuo aqui!!!!

Eugénio de Andrade

Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.
Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.

Monday, July 02, 2007

E tu estavas determinado a afastar-me! Tu atiraste com tudo fora. Seu louco! Desperdiçaste a única coisa verdadeira na tua vida! E na minha! Mas sabes que mais? Queres mesmo saber a verdade? A minha verdade? Mudei-me antes de ti! A força que me prendia a ti, foi a mesma força que anulou tudo o que existia, ou podia ter existido! És louco, e eu também, por te ver ir embora, por te deixar ir embora sem respostas às minhas perguntas…nunca resultou antes…porque haveria de resultar agora?!
As perguntas só serviam para eu me queixar ainda mais de ti, e eu não queria queixar-me mais!
As perguntas já não me aliviavam, cansei-me de as fazer antes de chegar a ti! As perguntas já não me serviam! E não te iriam servir a ti. Eu sabia-o mais do que admitia!
As perguntas já não eram a minha fuga para te dizer que estás errado!
Ao menos serviste para me dar uma lição, para me pôr no lugar!
E essa era a ultima coisa que faltava em mim!

Saturday, June 30, 2007


A vida é a contagem decrescente dos sonhos e hoje acabo de perder mais um.
Porque há sonhos que se perdem nas brumas da vida. Porque há sonhos que são apenas imaginação mas que nos atingem com a força da realidade. Porque há esperanças em vão, também há sonhos com vontade mas sem poder...impávidos perante aquilo que os rodeia....Estão fechados nunca caixinha. E eu via-me sair do meu corpo mais vezes do que queria. Eu via-me sonhar mais do que podia suportar…porque a lembrança tinha um impacto tão violento sobre mim que eu não podia conceber que fosse menos real menos verdadeiro e menos sentido que a própria vida!
E as palavras bloqueavam-se dentro de mim…antes de serem sentidas já eu as tentava pronunciar, antes de saber a tua resposta já eu tinha uma resposta por ti! Para me proteger das tuas palavras… mantinha em mim uma capa invisível que não me deixava nunca quebrar perante ti! E eu estava ali firme, naquilo que sentia e dizia-to sem o receio de ser rejeitada por ti…já não tinha mais ambição…só verdade e consequência!
...E eu não sei se é de felicidade ou contentamento o teu sorriso. Se são os dois num só, ou se fazes isso só para me provocar! Só para me testar, só para ver se caio na armadilha de me revelar! Só para ver até onde vão os meus limites!
Continuo sem saber desvendar, sem saber arrancar-te as palavras certas, ou talvez aquelas que queria ouvir! Mas haverá diferença?
Talvez elas não tenham de ser ditas por ti, provavelmente elas ficam melhor por dizer. Aquilo que não ter resolução, resolvido está! Mas porque é que os meus pensamentos não querem tomar o rumo das palavras?!
Sabes dizer me onde está o limite das coisas? Como se sabe que chegou a altura certa para avançar ou recuar, para lutar ou desistir! Como se sabe se devemos lutar por algo se não? E quando é altura de desistir porque já não vale mais a pena? Sabes dizer-me? Eu não consigo encontrar consenso dentro de mim....
E o nevoeiro que paira sobre mim não se quer levantar, não se quer dissipar…não me larga, está a minha volta e parece já ser parte de mim! Anda quando eu ando, pára quando eu paro, mas segue-me sempre! Cega me o entendimento! E eu só quero algumas respostas que acho justas, que acho necessárias…que esperaria definitivas…conclusivas! Mas elas não aparecem de modo nenhum, de tentativa nenhuma!
Arrancas-me toda a alma, e mesmo assim eu não morro…o meu corpo teima eu não me ceder esse alivio! E eu já me vi assim antes…só não sei porque é que a vida teima em manter os mesmos padrões comigo! Porque é que ela insiste sempre em levar-me por um caminho que já sei de cor e salteado, que já não me surpreende mas que me consegue sempre arrancar mais um bocadinho que eu já nem sequer sabia que tinha!

Friday, June 29, 2007

Monday, June 25, 2007


E eu esperava de ti o que nunca poderia alcançar
Eu esperava de ti uma confissão, uma palavra, uma só palavra que me fizesse desabrochar do meu imenso adormecimento perante quem sou, perante a vida. É como se no momento anterior te sentisse aqui, junto de mim, mais perto que nunca, mais quente que nunca, mais ligados que nunca e depois já não estas….Já foste embora, já partiste antes que eu pudesse reter o teu cheiro, antes que pudesse levar comigo um bocadinho de ti, da tua alma…
E quando dei por isso já nada de ti restava….Só a recordação como se fosse uma suave e doce ilusão de nos dois perpetuada na eterna utopia da realidade. Porque a realidade me mentia, me fazia ver coisas que não existam, que não estavam lá.
Foi ai que eu vi, como nunca antes tinha visto a vida… Finalmente percebi que vivi a vida toda atrás de coisas que não eram verdade, atrás de sonhos, devaneios, de uma ligeira sensação de felicidade e liberdade que se amontoavam em mim só para ver quem era a primeira a chegar e com o mesmo impacto que chegava, da mesma maneira brusca e repentina, ia embora…quase que fugia como se estivesse viva e fizesse troça de mim, como se soubesse o que eu queria e não me deixasse pega-lo…uma única vez!
E cada vez fui ficando mais vazia, mais seca de sentimentos, sem vontade de me aproximar de ti, sem saber como o fazer.
E tu fugias da minha incerteza, da minha impulsividade, da minha insegurança…sem que eu me apercebesse…
Sempre achei que eras tu que precisavas de mim, quando afinal era eu que visualizava a perfeição onde ela menos existia….em mim e em ti, em nós os dois juntos!
E eu permanecia assim….sem saber o que ao certo me levava a ti…sem saber que elo de ligação tinha contigo, mas com a necessidade de te ter, mais do que tudo, de te querer e de querer que me quisesses.
E enquanto eu definhava tu vivias….tu conversavas, tu divertias te, tu vivias com uma intensidade louca de prazer, e eu ficava à espera de ti…a espera de um milagre que te fizesse ver que mais tarde ou mais cedo essa vida acabaria por não te servir, e tu virias ter comigo…
Enquanto eu te deixava viver livre e sem a mínima percepção da minha existência, enquanto eu me escondia, para que não soubesses de mim, numa tentativa frustrada para que quisesses saber de mim…tu avançavas…tu não querias saber…
E eu vivia num remoinho de nós… numa ideia preconcebida, num filme que tracei que dirigi e que montei, todo só para poder descrever aquilo que te queria dizer. Ao mesmo tempo respondia por ti, respondia aquilo que queria que me dissesses…e isso apesar de parecer esquizofrenia era o que me mantinha lúcida…mas agora….agora já não resta nada. Libertei-me de tudo isto para viver...a espera terminou aqui!

Saturday, June 23, 2007


Quero gastar o tempo de tanto falar contigo
Quero bloquear o tempo de tanto descobrir contigo
Quero chatear o tempo até a exaustão de estar contigo
Quero parar o tempo de tanto querer ficar assim

Thursday, June 21, 2007

"It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it. And this bag was, like, dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes. And that's the day I realise there was this entire life behind things, and... this incredibly benevolent force, that wanted me to know there was no reason to be afraid, ever. Video's a poor excuse, I know. But it helps me remember... and I need to remember... Sometimes there's so much beauty in the world I feel like I can't take it, like my heart's going to give in."

Sunday, June 17, 2007

- Sabes qual é o problema do amor? É a relatividade de sentimentos e de sensações, que nunca levamos a sério! Damos sempre algo por adquirido em comum, quando os sentimentos e sensações são só e apenas nossos e nao dos outros! Nós só vemos as coisas pelos nossos olhos, esquecemos que os outros também têm as suas perspectivas, os seus ângulos de visão! E isso muda tudo! Muda o rumo dos acontecimentos! Muda as palavras, muda os sentimentos, muda as razoes e o próprio olhar!!!
É dai que nasce a ilusão!!! Pensamos que determinada palavra tem determinado significado, mas depois não tem! Pensamos melhor e chegamos á conclusão que provavelmente não tinha significado nenhum!
As coisas mudam tão rapidamente! As pessoas mudam tão rapidamente!
Somos todos como estrelas cintilantes, que num momento brilhamos com uma intensidade tremenda, mas no outro, deixamos que essa luz desapareça!
Deixamos nos caminhar para um beco sem saída! Mas nunca conciliamos a hipótese de voltar para trás e recomeçar tudo de novo!

Deito-me neste estado deplorável em corpo e mente, na esperança de que amanhã me levante sacudida de tudo isto! Livre de todo este ardor, todo este mal estar, toda esta podridão espiritual em que me encontro! Na esperança que o mundo amanhã se revele mais limpo, mais fácil de ver, mais fácil de enfrentar e de viver!

Saturday, June 09, 2007

Odeio que olhes assim
Odeio que me largues primeiro
Odeio que me ignores
Odeio que não reajas
Odeio que resistas
Odeio a tua insegurança. Ou será a minha?
Odeio não saber
Odeio que te afastes
Odeio que nao me respondas
Odeio que não me digas o que pensas
Odeio pensar que pensas o pior
Odeio pensar que estou certa
Amo te

Thursday, June 07, 2007

Afinal nao trocamos nada

Trocamos apenas dez palavras, novo se contarmos que a primeira não era para mim, oito se contarmos que a resposta que te dei não contou porque a pergunta não era para mim, sete se dissermos que não contavas que eu te respondesse, seis se eu não pensasse que não me ouvias, cinco se tu não tivesses de saída e eu não tivesse perdido as ultimas quatro palavras que disseste, três porque tu não chegaste a perceber duas palavras que eu disse, uma porque nenhum de nós queria saber do resto das palavras …Mas se formos rigorosos, zero, foram as palavras que trocamos…

- Do que é que tens medo?
- Do tédio, que se instale o faz de conta que sou feliz, por isso vou deixar-me estar. Que as aparências me levem a estar contigo porque todos os outros estão com alguém. A rotina leva-nos sempre onde quer..
Vemos todos aos pares e queremos ser assim também...Capazes de conservar o amor, capazes de consumir o desejo...E eu dou por mim, sem desejo ou ansiedade...sem algo a que me agarrar...Aliás com repudio ao desejo, com espécie da necessidade de ter desejo...

Milhares de segundos


Estou ancorada….em metamorfoses de sonhos, de ideias, metamorfoses de vidas, de lugares, de figuras, metamorfoses do tempo, metamorfoses de corpos, de mim e de ti...transformados, modificados, despedaçados, mutilados.
Somos ruínas de nos mesmos, quebramos, partimos, mas há sempre algum consolo na despedida. A própria despedida…ela tem sinais de despedida, ela cheira a despedida, ela olha a despedida….podes não saber que é a ultima vez, mas se encontrares uma despedida, vais reconhece-la onde quer que seja com quem quer que seja…
Mas existe sempre aquele sitio em que nao nos sentimos sozinhos, nem que seja por um segundo...e nao me apetece sair de la agora por nada :(( Nao me apetece avançar no tempo. Nao me apetece viver mais, so para continuar aqui...so para poder sentir isto. Agarrar me a isto como tu me agarras a mim! Como eu queria que tu te agarrasses a mim :(Como eu queria que tu sentisses o mesmo...compreendesses o mesmo...que só precisasses de olhar como eu olho e perceber o que eu vejo! Como se a perfeição se atingisse num olhar, num toque....na intensidade de um olhar, na intensidade de um toque...Como se tudo se realizasse ai...no sitio em que eu me sinto em casa!
Puf...e ja desapareceu no ar...aquele segundo :/

Friday, May 18, 2007

Thursday, March 22, 2007

Wednesday, March 07, 2007

Quando exsite democracia é porque existe alternativa. E quando não há alternativa há fascismo...E naquele caso era precisamente do que se tratava. A vida não lhe apresentava alternativas...A vida nao lhe apresentava saídas....nada que lhe pudesse oferecer garantias. A vida transformou-se numa prisão, da qual não havia meio de sair, ecurralada na sua propria armadilha, no seu pórprio esquema, na sua própria teia, nao havia maneira de a quebrar...e ela sabia, porque foi ela que a construiu para ser assim, para ser indestrutivel, para ser inquebrável...

Preciso de uma fusão...
De uma fusão das ideias com a lucidez...
Do querer e do agir...
Da aventura e da consciência...
Da mente com o coração...
Preciso de consenso, de unanimidade, de união, de organização...
De uma vontade desmedida de realizar algo, sem porques sem dúvidas, sem contratempos...
Sem impecilhos nem abrandamentos, sem rotura e sem imposições....
Tudo isto me parece brutal, tudo isto me transcende...tudo isto me anula, tudo isto me desfaz...e me deixa pequenina, mais e mais pequenina, num buraco pequeno e escuro...
Fecho os olhos para nao ver o que me rodeia, fecho-me dentro de mim para ninguem me ver...quero ficar assim para sempre, quero ser invisível, quero ser uma sombra...

Thursday, March 01, 2007

Agarra me!

Não sei se é bom se é mau estar entranhada no teu coração! Por um lado é bom, porque gosto da tua companhia, por outro lado é mau, porque nunca sei o que sentes, não é seguro pertencer ao coração de alguem que quer voar e ser livre de tudo e de todos! é como se ja nao soubesse mais a minha posição no teu circulo, que gira gira e eu nao sei se serei a próxima a ser escolhida para entrar ou para sair.
"Deviamos ter um coração mudo e um cérebro surdo."

Wednesday, February 28, 2007

?

É verdade que a vida tem dias belos, quase perfeitos! Como se a vida fosse só aquele momento imperdível, interminável. E nenhum pensamento o pode quebrar, estragar. Mas depois há sempre o amanha e milhares de escolhas a tomar, porque tu podes querer abrandar, mas a vida não te dá hipóteses. Se paras, se não acompanhas os outros paras a própria vida e deixas de viver. Se dás menos de ti és excluída. E no fim levamos da vida o que a vida leva de nós…Nada. Tiram-nos a dignidade, o orgulho, a razão de ser, e nós agarramo-nos á indiferença, porque é a única que resta. Quando vamos na rua o que é que as pessoas nos transmitem? Indiferença! E no nosso próprio olhar eles também a recebem. Os que olham porque os que não olham ainda são piores.
É verdade! Só tiras da vida aquilo que a vida leva de ti….A juventude. As idades da vida não se passam por alto, ou se vivem ou ficam por viver!

Um pouco de...

O dever e o sonho...


"Ouve-se dizer, o flirt, que mal tem? E um jogo! Que mal tem? Nao sera talvez perder o tempo da juventude em conversas doentias e embaciar a flor dos sentimentos numa atmosfera de sensualidade tanto mais perigosa quanto cheia de blandicia? Sera talvez um jogo caminhar pela orla do precipicio, pelo simples gosto de sentir vertigens? A paixao e bastante forte para nos perseguir, para que ir lhe ao encontro. " " Mas nao sabes que o tempo das violetas ja passou, se nao foi tempo lendario como as idades mitologicas? Agora as violetas morrem debaixo das folhas, florzinhas inuteis, perfumes perdidos. Nao pretendo ser violeta, mas quantas raparigas boas nao dormem na sombra esquecidas e tristes, como plantas sem sol, enquanto outras se casam, sabe Deus com que dano para a felicidade conjugal! A fala de Dina saia eloquente (...) eu creio que os encontros com pessoas que talvez decidam do nosso futuro nao dependem como parece do acaso, mas da nossa disposicao interior. As violetas voltando a nossa comparacao fenecem sem ser colhidas porque ocultas. Estivessem elas a vista e verias se nao colheriam. Mas quem realmente prefere violetas sabe onde procura-las, descobre-as e nao se deixa seduzir da mais aberta das rosas. Se se cai no perigo e porque se ama o perigo. Isto a respeito dos homens. As raparigas serias, que nao encontram marido, nao o encontram porque nao querem, porque fogem da caca ao homem, porque afastam sem dar por isso os pretendentes vulgares! O seu porte rejeita involuntariamente a corte, o flirt, aquelas aproximacoes mistas de curiosidade e seducao que prejudicam tantos matrimonios. Por isso, que admiracao se nem sequer veem cortejadores. As borboletas rodopiam a volta das candeias, nao em volta das estrelas. Dina suspirou e disse, A teoria e consolante mas olha minha incorrigivel sonhadora, olha que da vontade de ser candeia. " " Olha, disse, levantando-me porque o sol desaparecia e so mostrava uma pequena unha vermelha por detras das cristas dos montes, olha Dina, eu julgo que quando temos um desejo justo, nao nos falta tambem a possibilidade de realiza-lo, tanto mais se ultrapassa o simples desejo de ser uma inclinacao direi mesmo, uma vocacao. Cedo ou tarde, ha de transformar-nos no que verdadeiramente queremos ser ou naquilo para que fomos chamados. Sentes te chamada a ser esposa e mae? Pois bem, seras esposa e mae. Tudo esta no saber esperar. O que nos arruina e a pressa. Dante diz que o tempo e justo e sapiente, domador de todas as coisas! (...) E creio que toda a vocacao honesta atingira a sua execucao se nos nao a empecilharmos com a ma vontade. Ainda te digo mais. Tenho para mim, que as almas de alguma maneira se atraem. Como na leitura encontramos so aquilo que procuramos, ou aquilo que responde a nossa necessidade interior, assim tambem atraimos e somos atraidos por aquelas pessoas que tem afinidade espiritual connosco."