Wednesday, December 19, 2007

Tuesday, December 18, 2007


As melhores coisas da vida apanham-se enquanto ainda estão no ar. Só quando caem é que percebemos que não eram nossas...

You don´t know me



O amor vai e vem. É um vendaval. É banalizado, é um estendal de roupa interior. Mostra a nossa intimidade sem qualquer pudor. Mas nunca mostra o que lá vai dentro. Somos capazes de nos entregarmos a outra pessoa sem no entanto nos revelarmos por inteiro. Ficam metades, espacinhos em branco. Fragmentos fragmentados, pequenas partes abertas, pequenos buracos negros. Metades que para alem de serem metades são incompletas, metades de metades. Somos em vários momentos metades de nós mesmos. Não temos alvos fixos de amor, temos muitos alvos, quando um está esgotado partimos para outro. É um rodopio de tanto girar. Precisamos de contacto, de um puro e simples toque para nos sentirmos vivos novamente. E de vez enquando recorremos a ele para nos libertar de toda a poeira do ar, de todo tédio instalado.
E a vida é uma volta, não tem volta a dar!

Monday, December 10, 2007

...

O que se passa comigo? onde é que me estou a meter? Se fiz o que considero certo, porque é que sinto um vazio enorme? É essa a sensação que fica quando deixamos um destino para trás? Que parte de mim ficou pelo caminho? E o que é que eu faço com os destroços que ficaram? wHERE DID I PUT THE REST OF ME?

Sunday, November 25, 2007

Às vezes era bom que me ajudasses a compreender esse teu silêncio. Tudo o que vai para além do básico é como se te esvaziasse a alma...
Queres parecer intocável, impenetrável, misterioso, mas nao és...tudo o que é essencial está visivel.
Não tens sentimentos pelas pessoas ou és assim só para mim?
Devo dizer que se é só para mim, fico comovida com o esforço... um esforço exige sempre alguma vontade, e isso é melhor que vontade nenhuma.
Certas coisas nao se podem arrastar para sempre, fazendo de conta que nao existem, que nunca existiram...
Mas sabes uma coisa?!...Não pode existir algo se nao exisitrem duas pessoas a pensar que essa coisa existe...uma só nao é suficiente...
Nao me meto mais com pessoas que tem passados por resolver...Cansei-me de o fazer antes de chegar a ti!
"Diz-se que nao ha nada pior que a dor, mas há. A dor mais uma cara de estúpida.
Já passei, adeus, nao me tens mais!"

Wednesday, October 17, 2007

Tuesday, August 21, 2007

"É uma linguagem infantil. Conversamos assim com uma linguagem de crinças e no entanto dizemos coisas terríveis. O que há de terrivel no que dizemos, nao se vê no que dizemos, está onde? As palavras que dizemos dizem-no e explicam-no. Porque nao há outra forma de o dizer. Jogamos à cabra cega, apanhamos uma ideia e depois nao era essa. De vez enquando uma onde sobe, erguemo-nos na crista, gritamos QUE? COMO? É um clamor de loucos. nao quer dizer nada. mas é o único verdadeiro, o resto é o esfervilhar da espuma.É quando falamos, discutimos. Será tudo assim na vida? Tudo o que é fundamental? um combate surdo.
Multiplicamo-nos de razões para um lado e para outro, mas o cambate nao se decide ai. A certa altura damos conta de que tudo está resolvido. Entao temos todas as razões e ficamos muitos contentes como se realmente as tivessemos."

Sunday, August 12, 2007

A vida é tão promíscua. Compromete-nos com coisas para as quais nem sabíamos que nos podíamos comprometer. E nunca sabemos onde é que isso nos leva, onde é que nos levam as palavras, e acima de tudo, não sabemos para onde as levam os outros…e a tentativa morreu de tanto tentar…
A nossa ansiedade vem da necessidade induzida de nos querermos sentir parte da vida de alguém, querer vasculhar todos os pormenores e pertencer a essa vida mais do que à nossa…
Mas a lógica não deixa de ser corrosiva; mesmo sabendo que o fazemos custa a crer! Porque no fundo o que nos atormenta é mesmo a vida sem pertencer a algo de real e constante. A sensação de parecer escapar à realidade que custa trespassar. Que custa tanto levar de forma submissa e leal que se possa empurra-la ao fundo de nós mesmos e dos outros.
A única coisa que não muda são as lágrimas e a mesma sensação atroz de incapacidade de descrever o que quer que seja, quando no fundo só queríamos palavras para o fazer…”Sofremos sem elas, e sofremos tanto ou mais com elas”

Friday, July 27, 2007

Não há nada mais frustrante que ver o nosso destino diante dos olhos e senti-lo desaparecer, dissipar-se em pequenas moléculas e não conseguir fazer nada para o impedir. Estar presa a um orgulho e a uma arrogância que não é sua, mas que se apodera momentaneamente do corpo e da mente com ares de autoridade sobre nós! Parece que nos esmaga o coração com a brutalidade que nos quer impor! É por isso que não consigo ser feliz, porque tenho o coração esmagado...
E como se isso não bastasse ainda és perseguida pelas palavras que teimam em invadir a tua vida como se a dizer para não desistires…
O que fazer com um coração esmagado e palavras que perseguem?!

Tuesday, July 24, 2007

A vida sequestra-nos constantemente e nem sequer pede resgate....

Friday, July 20, 2007

Eugénio de Andrade

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Hoje roubei todas as palavras do mundo....E cheguei ao pé de ti, sem nada para dizer!

O Sal da língua - Eugénio de Andrade

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar.
Para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

Before Night Falls



Sem querer acabei por encontrar um grande filme...:)
Johnny Deep no seu melhor....ou não! lol

Sunday, July 15, 2007



Fechas-me as palavras, Fechas-me a tua vida...
Mas eu ainda continuo aqui!!!!

Eugénio de Andrade

Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.
Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.

Monday, July 02, 2007

E tu estavas determinado a afastar-me! Tu atiraste com tudo fora. Seu louco! Desperdiçaste a única coisa verdadeira na tua vida! E na minha! Mas sabes que mais? Queres mesmo saber a verdade? A minha verdade? Mudei-me antes de ti! A força que me prendia a ti, foi a mesma força que anulou tudo o que existia, ou podia ter existido! És louco, e eu também, por te ver ir embora, por te deixar ir embora sem respostas às minhas perguntas…nunca resultou antes…porque haveria de resultar agora?!
As perguntas só serviam para eu me queixar ainda mais de ti, e eu não queria queixar-me mais!
As perguntas já não me aliviavam, cansei-me de as fazer antes de chegar a ti! As perguntas já não me serviam! E não te iriam servir a ti. Eu sabia-o mais do que admitia!
As perguntas já não eram a minha fuga para te dizer que estás errado!
Ao menos serviste para me dar uma lição, para me pôr no lugar!
E essa era a ultima coisa que faltava em mim!

Saturday, June 30, 2007


A vida é a contagem decrescente dos sonhos e hoje acabo de perder mais um.
Porque há sonhos que se perdem nas brumas da vida. Porque há sonhos que são apenas imaginação mas que nos atingem com a força da realidade. Porque há esperanças em vão, também há sonhos com vontade mas sem poder...impávidos perante aquilo que os rodeia....Estão fechados nunca caixinha. E eu via-me sair do meu corpo mais vezes do que queria. Eu via-me sonhar mais do que podia suportar…porque a lembrança tinha um impacto tão violento sobre mim que eu não podia conceber que fosse menos real menos verdadeiro e menos sentido que a própria vida!
E as palavras bloqueavam-se dentro de mim…antes de serem sentidas já eu as tentava pronunciar, antes de saber a tua resposta já eu tinha uma resposta por ti! Para me proteger das tuas palavras… mantinha em mim uma capa invisível que não me deixava nunca quebrar perante ti! E eu estava ali firme, naquilo que sentia e dizia-to sem o receio de ser rejeitada por ti…já não tinha mais ambição…só verdade e consequência!
...E eu não sei se é de felicidade ou contentamento o teu sorriso. Se são os dois num só, ou se fazes isso só para me provocar! Só para me testar, só para ver se caio na armadilha de me revelar! Só para ver até onde vão os meus limites!
Continuo sem saber desvendar, sem saber arrancar-te as palavras certas, ou talvez aquelas que queria ouvir! Mas haverá diferença?
Talvez elas não tenham de ser ditas por ti, provavelmente elas ficam melhor por dizer. Aquilo que não ter resolução, resolvido está! Mas porque é que os meus pensamentos não querem tomar o rumo das palavras?!
Sabes dizer me onde está o limite das coisas? Como se sabe que chegou a altura certa para avançar ou recuar, para lutar ou desistir! Como se sabe se devemos lutar por algo se não? E quando é altura de desistir porque já não vale mais a pena? Sabes dizer-me? Eu não consigo encontrar consenso dentro de mim....
E o nevoeiro que paira sobre mim não se quer levantar, não se quer dissipar…não me larga, está a minha volta e parece já ser parte de mim! Anda quando eu ando, pára quando eu paro, mas segue-me sempre! Cega me o entendimento! E eu só quero algumas respostas que acho justas, que acho necessárias…que esperaria definitivas…conclusivas! Mas elas não aparecem de modo nenhum, de tentativa nenhuma!
Arrancas-me toda a alma, e mesmo assim eu não morro…o meu corpo teima eu não me ceder esse alivio! E eu já me vi assim antes…só não sei porque é que a vida teima em manter os mesmos padrões comigo! Porque é que ela insiste sempre em levar-me por um caminho que já sei de cor e salteado, que já não me surpreende mas que me consegue sempre arrancar mais um bocadinho que eu já nem sequer sabia que tinha!

Friday, June 29, 2007