Tuesday, April 29, 2008

Teatro


Mais um post, este para referir algo de muito interessante, como é, uma ida ao teatro. Mas não a qualquer um...tem de ser dos bons :) e este foi uma descoberta surpreendente e muito agradável. Uma companhia de teatro que provavelmente não é muito familiar do público e que dizem , não ser apoiada pelo Ministério da Cultura.
A peça em questão chama-se "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos", uma adaptação de uma peça Norte-americana cujos autores são Jess Borgeson, Adam Long, Daniel Singer; e o teatro de que falo situa-se mesmo na rua em frente à saída do metro da Baixa (Brasileira). Um pouco mais em frente nessa rua encontra-se um edifício de uma arquitectura estranha mas chamativa por isso, que é o Teatro Estúdio Mário Viegas.
Só posso dizer que está peça fará rir mesmo a pessoa mais carrancuda do mundo, mesmo aquela que apresenta mais dívidas às finanças. Garantido! Das poucas coisas que valem realmente a pena gastar uns meros 15 a 20 euros.

My Blueberry nights

"How do you say goodbye to something you can't imagine living without?!
I didn't say goodbye
I didn't say nothing
I just walk away
At the end of the night I decided to take the longest way to cross the street."

Thursday, April 24, 2008

Ora aqui está outra lista de filmes, desta feita, de cinema europeu. Não que eu seja especialista, pelo contrário, sou uma mera espectadora, e vendo bem as coisas preciso de visualizar mais cinema europeu:
1- Mar Adentro
2- A vida é bela
3- O tigre e a neve
4- O Fabuloso destino de Amelie Poulain
5- De tanto bater o meu coração parou
6- Carne fresca procura-se
7- Paris, Je t'aime
8- O quarto do filho
9- Coisa Ruim
10- 4meses, 3 semanas e 2 dias

Wednesday, April 23, 2008

"As máscaras são expressões deliberadas e ecos admiráveis do sentimento, ao mesmo tempo fiéis, discretas e superlativas. As coisas vivas em contacto com o ar adquirem necessariamente uma cutícula, e não podemos acusar as cutículas pelo facto de não serem corações; contudo há certos filósofos que parecem acusar as imagens de não serem coisas, e as palavras de não serem sentimentos. As palavras e as imagens são como conchas, partes não menos integrantes da natureza do que as substâncias que protegem, mas mais dirigidas ao olhar e mais expostas à observação. Não me parece que possamos dizer que a substância existe por causa da aparência, ou os rostos por causa das máscaras, ou as paixões por causa da poesia e da virtude. Não há nada que apareça na Natureza por causa de outra coisa qualquer; todos os aspectos e produtos pertecem em media igual ao ciclo da existência..."
George Santayana

Thursday, April 17, 2008

Sou isto….nada mais…quebro todos os laços.
Já posso partir.
Já fugi daqui tantas vezes…Não sei se vou voltar.
Tenho uma mágoa que preenche mais do que esvazia.
Um espectro é o que fica depois da perda.
Demasiado peso aqui.
Demasiada culpa aqui.
Não posso voltar.
Perdi o controlo. Não sei voltar…Não quero voltar…
I´m not going in your direction…
Demasiado cansada.
Demasiado...tarde para mim!

Saturday, April 12, 2008

Os filmes da minha vida



Aqui está a lista dos filmes que para já são os que eu considero os melhores filmes que vi até hoje ....o que não significa que a lista não possa sofrer alterações nos proximos tempos...
1- Crash
2- 21 Grams
3- In America
4- Eternal sunshine of the spotless mind
5- Adaptation/ Magnolia
6- Into the Wild/Diários de Che Guevara
7- The Final Cut/Donnie Darko
8- Requiem for a dream
9- Mistic River
10-Before night falls

Wednesday, April 09, 2008

A casa quieta

“Eu tinha momentos em que pensava aproveitar a ocasião. Que é como quem diz dizer coisas que não lhe havia dito, clarificar sentimentos. Outras vezes concluía que aproveitar a ocasião seria manter-me calado, sentado à cabeceira ou mais para o fundo do quarto…"

Friday, March 21, 2008

Friday, February 29, 2008

"Liberdade
Quem disse que era mentira
Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida"
Zeca Afonso

O que se passa, Lisboa?


O que se passa, Lisboa?
Porque é que já não me ouves?
Porque é que já não te oiço?
Quando é que me perdi de ti?
Quando é que te tornaste numa figura desconhecida?
Eu ainda te quero, sabes?!
Ainda estou disposta a lutar por ti!
Porque é que te afastas sem dizer uma palavra?
Não sei porque é que ainda me submeto aos teus caprichos!
Porque é que te sou submissa!
Eu não preciso de ti para sentir!
Eu não preciso de ti para viver!
Se a tristeza tivesse um retrato era o teu, Lisboa. E eu não quero fazer parte dele!

Saturday, February 23, 2008

Apetece-me soltar um valente...............
YUUUUUUPPPPPPIIIIIIIII
:)

Friday, February 22, 2008

Wednesday, January 23, 2008

Vermelho sangue


Porque é que eu já não distingo o bem do mal?
As pessoas são vermelho sangue! Nada mais!
Têm o olhar vazio, de como quem olha para o que não está lá!
Já nada é 100% verdadeiro. E eu já não consigo ser real.
Como unidades paralelas que não se separam mas que nunca se chegam a encontrar, que se movem, mas que nunca saem do mesmo lugar. Já não encaixo nesta realidade!
Estou em estado de pós-decadência. Preciso de comer, preciso de tomar banho, preciso de me vestir, preciso de sair...Não, espera!
Afinal só preciso de dormir. Já nao tenho realidade!
Sou um despojo humano, sou um destroço de guerra!

Wednesday, January 09, 2008

A indefinição faz mal a qualquer pessoa que seja minimamente equilibrada e presa o bem estar neurológico. A indefinição é vaga, vazia, amorfa, imprecisa.
No entanto o "quase tudo" e o "quase nada" sao segmentos fraseais já embrutecidos no nosso cérebro. Já estão inseridos nas nossas unidades cognitivas de forma adquirida e permanente. O que tenta ir contra elas quase nunca é bem sucedido. Mas afinal o que é que de nós é imune à sociedade, às emoções, ao pensamento.
O que é que nos conduz?
O que é que de nós é verdadeiro e imutável?
O que é que de nós é primário e de confiar?
Será o instinto? por oposição a tudo aquilo que é pensado logo transformado, logo ludibriado por cannones, estereótipos, preconceitos?
O que é que afinal é nosso e o que é que é construído ou destruído pelos outros ao longo da vida?
E onde é que eu coloco a ilusão e a imaginação da minha fantasmagórica vida?
Acho que vou deixar a indefinição de lado, durante uns tempos. Tudo o que nao é controlável, é passível de se extingir. Vou dedicar-me à definição!

Sunday, December 23, 2007

Poluição Visual

A expressão com que me apraz começar é mesmo: Epa! É que é sempre a mesma coisa, se não pior, todos os anos! Todos as épocas festivas do Natal as pessoas iluminam as suas casas, como se não houvesse amanha e a conta da electricidade fosse mais barata no mês de Dezembro….o que não me parece que seja!
Todos os anos eu e acredito que milhares de pessoas por todo Portugal, que conduzem descansadamente pela estrada fora, têm de se deparar com luzes fluorescentes de todas as cores e feitios que parecem fazer um contorno colorido das casas que iluminam. Eu não sei, mas acho que isso é no mínimo um exagero. É que o vizinho parece que quer ter sempre mais iluminação que nós, como quem diz: “Eu tenho mais que tu, toma toma!” E o outro vizinho diz para a mulher: “Já viste as luzes dele, como é que ele consegue, pah?!”
É que se fosse para ficarem as casas mais bonitas, ainda se compreendia, mas não… Não fica bonito meus amigos, e é um perigo para a saúde pública porque se trata de poluição visual…Uma pessoa que vá a conduzir na estrada não sabe se aquilo é um tunning que vem na nossa de direcção, se um ovni que vem para nos raptar…principalmente pessoas com miopia, que é o meu caso. E além do mais, é bem capaz de distrair uma pessoa….porque em vez de olhar para a estrada fica encadeada com as luzes de natal….Eu até acho que isso contribui para o acréscimo de acidentes rodoviários que existe nesta altura. Acho que deviam rever a sério os vossos conceitos de estética sobre os enfeites de natal antes de começarem a disparar luzes em toda a direcção nas casas…É só um conselho de Natal…
Algumas pessoas magoam-nos onde sabemos que regenera. Onde eu sei que com o tempo vou voltar a ser a mesma. Mas tu magoas onde sei que os danos são para toda a vida. E quando eu me fecho, não me consigo voltar a abrir. São muitos compartimentos. São demais, todos em cima de mim a fazer pressão.
Hoje acordei com uma sensação de preenchimento total. Faltava tudo mas eu não o sentia porque sabia que pelo menos, durante o período de tempo que estivesses comigo não fazia sentido pensar em vazio. Mas adormeci com a maior dor de todos os tempos. A de não saber o que é que existe de errado entre nós. E é isso que me faz mergulhar na sombra.

Wednesday, December 19, 2007

Tuesday, December 18, 2007


As melhores coisas da vida apanham-se enquanto ainda estão no ar. Só quando caem é que percebemos que não eram nossas...

You don´t know me



O amor vai e vem. É um vendaval. É banalizado, é um estendal de roupa interior. Mostra a nossa intimidade sem qualquer pudor. Mas nunca mostra o que lá vai dentro. Somos capazes de nos entregarmos a outra pessoa sem no entanto nos revelarmos por inteiro. Ficam metades, espacinhos em branco. Fragmentos fragmentados, pequenas partes abertas, pequenos buracos negros. Metades que para alem de serem metades são incompletas, metades de metades. Somos em vários momentos metades de nós mesmos. Não temos alvos fixos de amor, temos muitos alvos, quando um está esgotado partimos para outro. É um rodopio de tanto girar. Precisamos de contacto, de um puro e simples toque para nos sentirmos vivos novamente. E de vez enquando recorremos a ele para nos libertar de toda a poeira do ar, de todo tédio instalado.
E a vida é uma volta, não tem volta a dar!