Wednesday, February 28, 2007

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É verdade que a vida tem dias belos, quase perfeitos! Como se a vida fosse só aquele momento imperdível, interminável. E nenhum pensamento o pode quebrar, estragar. Mas depois há sempre o amanha e milhares de escolhas a tomar, porque tu podes querer abrandar, mas a vida não te dá hipóteses. Se paras, se não acompanhas os outros paras a própria vida e deixas de viver. Se dás menos de ti és excluída. E no fim levamos da vida o que a vida leva de nós…Nada. Tiram-nos a dignidade, o orgulho, a razão de ser, e nós agarramo-nos á indiferença, porque é a única que resta. Quando vamos na rua o que é que as pessoas nos transmitem? Indiferença! E no nosso próprio olhar eles também a recebem. Os que olham porque os que não olham ainda são piores.
É verdade! Só tiras da vida aquilo que a vida leva de ti….A juventude. As idades da vida não se passam por alto, ou se vivem ou ficam por viver!

Um pouco de...

O dever e o sonho...


"Ouve-se dizer, o flirt, que mal tem? E um jogo! Que mal tem? Nao sera talvez perder o tempo da juventude em conversas doentias e embaciar a flor dos sentimentos numa atmosfera de sensualidade tanto mais perigosa quanto cheia de blandicia? Sera talvez um jogo caminhar pela orla do precipicio, pelo simples gosto de sentir vertigens? A paixao e bastante forte para nos perseguir, para que ir lhe ao encontro. " " Mas nao sabes que o tempo das violetas ja passou, se nao foi tempo lendario como as idades mitologicas? Agora as violetas morrem debaixo das folhas, florzinhas inuteis, perfumes perdidos. Nao pretendo ser violeta, mas quantas raparigas boas nao dormem na sombra esquecidas e tristes, como plantas sem sol, enquanto outras se casam, sabe Deus com que dano para a felicidade conjugal! A fala de Dina saia eloquente (...) eu creio que os encontros com pessoas que talvez decidam do nosso futuro nao dependem como parece do acaso, mas da nossa disposicao interior. As violetas voltando a nossa comparacao fenecem sem ser colhidas porque ocultas. Estivessem elas a vista e verias se nao colheriam. Mas quem realmente prefere violetas sabe onde procura-las, descobre-as e nao se deixa seduzir da mais aberta das rosas. Se se cai no perigo e porque se ama o perigo. Isto a respeito dos homens. As raparigas serias, que nao encontram marido, nao o encontram porque nao querem, porque fogem da caca ao homem, porque afastam sem dar por isso os pretendentes vulgares! O seu porte rejeita involuntariamente a corte, o flirt, aquelas aproximacoes mistas de curiosidade e seducao que prejudicam tantos matrimonios. Por isso, que admiracao se nem sequer veem cortejadores. As borboletas rodopiam a volta das candeias, nao em volta das estrelas. Dina suspirou e disse, A teoria e consolante mas olha minha incorrigivel sonhadora, olha que da vontade de ser candeia. " " Olha, disse, levantando-me porque o sol desaparecia e so mostrava uma pequena unha vermelha por detras das cristas dos montes, olha Dina, eu julgo que quando temos um desejo justo, nao nos falta tambem a possibilidade de realiza-lo, tanto mais se ultrapassa o simples desejo de ser uma inclinacao direi mesmo, uma vocacao. Cedo ou tarde, ha de transformar-nos no que verdadeiramente queremos ser ou naquilo para que fomos chamados. Sentes te chamada a ser esposa e mae? Pois bem, seras esposa e mae. Tudo esta no saber esperar. O que nos arruina e a pressa. Dante diz que o tempo e justo e sapiente, domador de todas as coisas! (...) E creio que toda a vocacao honesta atingira a sua execucao se nos nao a empecilharmos com a ma vontade. Ainda te digo mais. Tenho para mim, que as almas de alguma maneira se atraem. Como na leitura encontramos so aquilo que procuramos, ou aquilo que responde a nossa necessidade interior, assim tambem atraimos e somos atraidos por aquelas pessoas que tem afinidade espiritual connosco."

Friday, October 27, 2006


These are the eyes of sadness

The eyes of darkness

The eyes of emptyness

Lost for those who didn´t know and didn´t care.

toque

Achas que as mulheres se tornam mais rudes ao toque, com a idade?
E com a distancia que o proprio toque possa ter nelas?
Todos os dias vemos pessoas a tocarem se entre carinhos desmedidos, entre abraços seguros, e tudo nos parece identico, longinquo, banal!!!

Mas há algo que nos faz sentir a intensidade de cada toque, mesmo que nao seja em nós! é como se sentissemos a dimensao que esse carinho teria em nós e nao podemos fazer nada para o ter também!
O que sentimos é verdadeiramente a distancia e a saudade que o toque teve em nós! de que manteve em nós a sua mao quente....pudera ela ser prolongada....mas nao pode!

Mas o o toque é raro....as vezes so quando se perde, é que se consegue sentir profundamente! É raro porque se perde no tempo, se mistura com ele, se deixa de sentir!

Tuesday, April 25, 2006

"Como se fosse Homero"


" As vezes e so vento a rodopiar nas arvores, outras vezes e como se fosse musica, que te deixara a dancar ao vento desafinando com a voz certas tempestades. Chegaras as margens do rio onde escorre a vida e voltaras; eu cheguei ao fundo da garrafa onde se prendeu um raio de sol e outro de tempestade e a minha maldicao perdeu o nome. Por isso, no fundo, so queria arrancar de tudo isto uma historia para te contar, mas nao ha moral da historia. O que te hei de dizer, entao, meu filho, para te educar? A vida nao tem moral da historia. A coragem pode abrir-te todas as janelas... Mas ao vento dancarao passos cuja dor, na maioria das vezes te parecera tua; E nessa altura que pressentiras a leve (e por vezes breve) presenca do amor e talvez possas ser amado, ou talvez fiques apenas na possessao, quando a alma atravessar as linhas da frente, linhas de batalha da carne... O medo pode fechar-te todas as portas. A vida e como um coro de tragedia a mover-se com expressoes de comedia. As vezes de tanto morder as margens (da vida ou do rio, qual a diferenca?) arranham-se as maos, os nomes e as almas somem-se, fica o esboco daquilo que poderia ter sido um homem e morreu na sombra, as vezes todas as setas te trespassam quando ja nem eram precisas setas para te sentires ultrapassado. Mas eu sei que quando agarrares a tua alma, pedaco de luz e sombra, contra o teu proprio peito, poderas ser amado, e mais, poderas amar, e isso e a coisa que faz o vento a rodopiar nas arvores parecer musica. Nao te deixes chegar ao ponto em que seja so vento a espantar a alma por dentro... O resto filho, nao te sei explicar, sempre me pareceu ser...e... e puramente Homero! Coisas que acontecem com uma Troia la dentro,percebes?"

Sunday, February 19, 2006

Hey you...Wake up. Open ypur eyes. Live life as a new beginning! You walk between steps, you talk between words, but you do nothing, you said nothing! Please wake up...For life, for me. I need to need you. I need to tell you that I love you!
"When illusion spin her net
I'm never where I want to be
And liberty she pirouette
When I think that I am free
Watched by empty silhouettes
Who close their eyes but still can see
No on taught them etiquette
I will show another me
Today I don't need a replacement
I'll tell them what the smile on my face meant
My heart going boom boom boom
"Hey" I said "You can keep my things,
They've come to take me home."

the end of the beginning

- Bye bye. See you next life.
- Meet you in hell.
- Heaven, baby. It s life that is hell!
- Soon life will be gone, and then we will rule the world. The dead will walk above the sky, like dark birds. There will be darkness!
- Well, well, we meet again, at last! In the end of the world. When there is no more to wish for, no more to live for, and no more to die for. In a time that angels and devils walk together as one! As a balance between the shadow and the light, between what it was, and what it became!

Saturday, December 10, 2005

A partir de uma onda o mar...
A partir de um som, uma melodia...
A partir de uma raiz uma arvore...
A partir de um toque, um sentimento...

A partir da vida, o amor, a dor, a morte, o infinito...
A partir da solidao, o vazio, o silencio...
A partir de um momento...tudo!
Momentos de fraqueza, de medo, de ansiedade, de vergonha, de ódio, de prazer, de felicidade, de desespero, de angústia, de fraqueza, de elogio, de honra.
Momentos de ilusão, que fazem uma vida inteira!
A vida é um drama que se esconde atrás do silencio, é uma aparência em forma de sonho.
Caminhamos neste abismo. Caímos neste abismo, imposto como regra, como inevitável. E passamos a ser meras sombras. Vivemos habituados à regra, ao que nos é imposto. Somos levados a acreditar numa ilusão. Poruqe a realidade nos é vedada. Proibida, Intransponível!
Vivemos condenados desde o inicio. Mas fomos treinados para esquecer. Esquecer a mediocridade da vida, esquecer a morte, através desses momentos de ilusao.
E no final, a pergunta...Foste feliz?
A derradeira pergunta e a mais importante. Talvez por isso a mais dificil de responder. Talvez porque seja quase impossivel reunir todos esses momentos juntos.
Talvez...a resposta nao surge...Ironia do destino! Também ela nos é vedada. Nem o silencio permite escutá-la! eu oiço-a lá ao fundo, mas nao compreendo o que me quer dizer.
Tarde demais...De que vale a resposta?!...De nada. Pois nao prova coisa alguma!
Tal como o amor...O amor é um fantasma, nao se vê, aparece assim como desaparece. Nao fala, so sussurra. Passa por nós como uma brisa de Verão, mas nao pára. Desaparece quando mais precisamos dele, e só volta a aparecer, quando o dispensamos. Também ele é um simples e passageiro momento...


"- Sabes uma coisa? Eu também sempre pensei
que os unicornios fossem monstros fabulosos.
Eu nunca havia visto um de verdade!
- Bem, agora que cada um de nós já viu o outro,
disse o unicórnio, se você acreditar em mim,
eu acrecitarei em você!"


"...Nascimento...
Uma uniao de opostos perfeitos
A essência a transformar-se em existencia.
Um acto sem o qual o homem nao existiria, e a humanidade deixaria de existir.
Ou será nostalgia?
Um acto de biologia comandada pela ciencia moderna e pela tecnologia. À imagem de Deus, extraímos, implantamos, inseminamos, clonamos. Mas terá a nossa ingenuidade tornado o milagre num truque?
Ao reproduzirmos a vida, podemos tornar-nos o criador? E a alma?...Também poderá ser reproduzida? viverá na matéria a que chamamos ADN? Ou será a sua atribuiçao apenas possivel por Deus? "

Friday, December 09, 2005

"Já vejo o futuro menos negro" "Tudo o que de bem ou de mal nos acontece "cá em baixo", está escrito "lá em cima"........Novo filme de joao botelho: "Fatalista". Nao vou perder. Parece interessante. Alias como tem vindo a ser os ultimos filmes portugueses, a meu ver! Como"Alice" e o "Crime do Padre Amaro". O que nós precisamos é de realizadores ousados e arrebatadores. oO que eu acho que até temos, precisamos claro é de dinheiro para investir....Isso é que deve ser mais dificil. Mas tou a gostar cada vez mais de ir ver filmes portugueses.... e acho que isso é bom!!! Continuem assim!

Friday, November 25, 2005

“ A alma – diz ele - ao contrário do que tu supões, a alma é exterior: envolve e impregna o corpo como um fluído envolve a matéria. Em certos homens a alma chega a ser visível, a atmosfera que os rodeia toma cor. Há seres cuja alma é uma exaltação contínua: arrastam-na como um cometa ao ouro esparralhado da cauda - imensa, dorida, frenética. Há os cuja alma é de uma sensibilidade extrema: sentem em si todo o universo. Daí também as simpatias e antipatias súbitas quando duas almas se tocam, mesmo antes de a matéria comunicar. O amor não é senão a impregnação desses fluidos, formando uma só alma, como o ódio é a repulsão dessa névoa sensível.”
Quem es tu afinal? Sou parte daquela força que eternamente quer o bem e eternamente quer o mal!
«- Porque é que as pessoas boas que Deus ama são mortas em guerras e na crueldade, em assassínios sem sentido e acidentes estúpidos, porque é que crianças espertas e inocentes sofrem até á morte sem misericórdia...
- Cuidado com a voz agora, uma suave mascara para a ignorância. Algumas coisas estão além do nosso conhecimento, meu filho. O Pai envia o pior mal aos que Ele mais ama. Ele precisa de saber que O amas mais que ao teu irmão mortal.»

"nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos"

«Sei intuitivamente, por exemplo, que somos criaturas da luz e da vida e não da morte cega. Sei que não estamos isolados do espaço e do tempo, que estamos sujeitos a um milhão de aqui e agora em mutação de bons e maus.
A ideia de que somos seres físicos descendentes de células primitivas em caldos nutrientes, essa ideia violenta a minha intuição, calca-a com botas de futebol.
A ideia de que descendemos de um deus ciumento que nos formou do pó para escolhermos entre ajoelhar e rezar, e o fogo do inferno, violenta-me ainda mais. Nunca nenhuma fada do sono me deu estas ideias. O próprio conceito de descendência, para mim, está errado. Todavia nunca pude encontrar um sítio ou alguém que tivesse as minhas respostas, salvo o meu eu mais profundo... e eu tinha medo de confiar nele. Tive de nadar através da vida como uma baleia, enchendo a boca não de água salgada, mas daquilo que outros escreviam, pensavam e diziam, provando e conservando fragmentos de conhecimento do tamanho de plâncton que se ajustasse àquilo em que eu queria acreditar. Algo que explicasse o que eu sabia ser verdade era o que eu procurava. De um escritor, nem um camarão podia reter, por muito que lesse dos seus livros; de outro, nada compreendia, salvo isto: «NÃO SOMOS O QUE PARECEMOS...» o resto do livro podia não passar de água salgada, mas a baleia guardava esta frase. A pouco e pouco, penso que construímos uma compreensão consciente daquilo que já sabemos ao nascer: aquilo em que o nosso eu mais profundo quer que acreditamos, é verdade. O nosso cérebro consciente, porém, não é feliz enquanto não consegue explica-lo por palavras.»